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sábado, 14 de julho de 2012

Os obscuros pecados dos sucessores de "SÃO PEDRO"...


O Papado na Idade Média


Habemus Papam. Essa notória frase é falada pelo cardeal protodiácono (o cardeal mais velho entre todos do colégio de cardeais) todas as vez que um conclave termina. Do latim para o português significa “Temos Papa”. Ao anunciar isso da sacada da Basílica de São Pedro, um novo pontificado entra em ação, e com isso, começa a mover novas forças político-religiosas no tabuleiro mundial. 
 Se estudarmos profundamente a Igreja na História e seus diversos acontecimentos, veremos que ela foi de uma importância grandiosa. No comando dessa antiga organização, fica o papado. Reza a lenda que de acordo com o que está escrito em Mateus 16: 18-19, Cristo deu a Pedro as chaves do céu, sendo assim o fundador da Igreja de Cristo. Quando Pedro morreu em 67 d.C., ele e os outros discípulos já teriam levado os ensinamentos cristãos a lugares nunca antes alcançados. Como fundador, ele é considerado historicamente, o “pai dos papas”. No entanto, essa igreja com poderes ilimitados que estudamos durante a Idade Média ainda não existia. Alguns historiadores dizem que Pedro se quer esteve em Roma e que nunca foi líder de Igreja alguma. Apenas um discípulo e nada mais que isso.
 
Os cristãos primitivos eram pobres e perseguidos. Nada era fácil numa época em que pagãos se transformavam em cristãos. A Igreja Católica no começo não era nada, e os que eram adeptos ao cristianismo faziam suas “rezas” em suas próprias casas. O clero vivia de doações. Nada era de ouro. Ninguém tinha poder algum. Porém, o cristianismo começou a se expandir, e se expandiu de uma determinada forma, que após o Concílio de Nicéia, organizado por 280 bispos e o imperador Constantino I, no ano de 325 d.C., ele passou a ser uma ordem e não mais uma opção. (Lembrando que Constantino liberou o culto e, mais tarde, Teodósio I oficializou-o como religião do império). Agora não tinha como voltar atrás. As cidades europeias precisavam de seus padres e de seus bispos e Roma de seus cardeais e arcebispos. 
 
Cada concílio, novos dogmas. Cada papa, mais poder. O suposto e forjado documento conhecido como "Doação de Constantino" ajudou a fortalecer ainda mais esse suposto poder atemporal. E as terras entregues pelo rei bárbaro Pepino, o Breve, fechou o "combo papal" com chave de ouro. Antes de falecer, no ano de 867 d.C., o papa Nicolau I alcançou a supremacia total do papado e em 1059 foi oficialmente criado o Colégio de Cardeais. Leão I continuou fortalecendo a monarquia cristã ideologicamente e, mais tarde, Gregório VII também foi maestral ao pregar um sermão dizendo que a Igreja nunca falha e que os príncipes devem beijar os pés do papa. Os vigários de Cristo ao longo da História mudaram os rumos tanto do Ocidente quanto do Oriente. E o começo já foi conturbado, tudo graças as Cruzadas, no ano de 1096.
 
Quando o papado já estava no comando de "tudo", o papa Urbano II suplica para que cavaleiros cristãos, em nome de Deus, marchem até o Oriente e detenham os muçulmanos de sua expansão. Durante quase três séculos de incansáveis batalhas, finalmente as Cruzadas tinham cessado. Nesse meio tempo, o papa Gregório IX implantou a Santa Inquisição e Inocêncio III a complementou com práticas de torturas macabras. Estipula-se que a quantidade de judeus que morreram nas fogueiras do Santo Ofício, não chegou nem perto do bárbaro Holocausto de Adolf Hitler. Mulheres eram confundias com bruxas macabras e destripadas vivas, homossexuais eram esquartejados violentamente, hereges eram queimados sem dó nem piedade. Foi algo brutal, tudo em “nome de Deus”. Os papas eram como reis e o papado controlava, sem sombra de dúvidas, os cinco pilares da História (artigo do dia 28/1). A Inquisição só iria ser oficializada um pouco mais tarde, durante a modernidade.
 
Bom, você precisa ter em mente que o papado na era medieval, na renascença e durante a era moderna, era e é como um determinado governo: cheio de altos e baixos, corrupções e benevolência, amor e ódio, pudor e orgia. Um bom exemplo disso foi João Paulo II, uma alma caridosa que hoje descansa em paz, porém, junto com outros papas que podem ser considerados piores que o próprio demônio. Um desequilíbrio extremo, podemos assim concluir.
 
Guerreiros, ambiciosos, polígamos, infiéis, mafiosos e conspiradores: como o resto dos meros mortais, os Papas do passado sucumbiram às tentações da carne e suas vidas não recordam em nada a imagem da "santidade" que se tenta dar aos pontífices atuais.

Às vésperas de os 115 cardeais se reunirem a portas fechadas para eleger o sucessor de João Paulo II, multiplicam-se as histórias sobre os Papas que subornaram, enganaram e, inclusive, mataram para ocupar o trono de Pedro.

É sabido que os Papas João XIX e Alexandre VI, chamado de Papa Bórgia, pagaram uma fortuna por sua nomeação.

Mais astuto, Sixto V fingiu estar doente para que os cardeais, desejosos de um pontificado curto, o elegessem papa no final do século XVI, cargo no qual se manteve durante muitos anos com um vigor inusitado.

Lenda ou realidade, essas histórias mostram que a figura do Papa foi se forjando com a passagem dos séculos exclusivamente pela mão do homem, já que, na Bíblia, não existe qualquer referência sobre a forma com que os pontífices devem ser eleitos ou a vida exemplar que deveriam levar.

O próprio Pedro, escolhido por Jesus Cristo na suposta tarefa de "edificar a Igreja", era pescador, homemsimples que deixou tudo para seguir seu mestre, mas que teve, ao que parece, ao menos uma filha. A partir daí, as histórias ganham contornos bem menos honrados.

Alexandre VI envenenava sistematicamente os Cardeais, teve nove filhos ilegítimos e, inclusive, cometeu incesto com sua filha Lucrecia bórgia.

Adriano II foi nomeado Papa apesar de ser casado e ter uma filha. Ambas (Mulher e filha) foram posteriormente decapitadas.

Estevão VI, Papa de 896 a 897, fez com que um de seus predecessores, Formoso, fosse exumado para julgá-lo post-mortem, mutilar seu cadáver e jogá-lo no Rio Tiber.

A lenda conta também, que uma mulher ocupou o trono de Pedro no século X. Trata-se da Papisa Joana, que se fez passar por homem e foi eleita como João VIII. Segundo alguns, morreu dando à luz, em meio a uma procissão em que a multidão a apedrejou, revoltada com a mentira.

Durante a Idade Média, quase nenhum Papa morreu de morte natural e a maioria sucumbiram em guerras, envenenados, mortos de fome na prisão, queimados vivos, apunhalados ou apedrejados.

Outros tiveram mortes mais curiosas e terrivelmente banais: Benedito XI morreu em 1304 comendo figos que lhe foram presenteados e Pedro II, em 1471, por uma indigestão causada por melões.

Os conclaves também estão cheios de histórias e anedotas.

O nome dessa reunião nasceu no século 13, quando os cardeais se reuniram na cidade italiana de Viterbo durante três anos, sem conseguir chegar a um acordo. Cansados de esperar, os fiéis e as autoridades os trancaram com chave ("cum clave" em latim) e começaram a cortar o fornecimento de comida. Mortos de fome e de frio, escolheram logo Gregório X, em 1271. 

veja mais:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_papado

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